Amigos protestam após mulher trans ser sequestrada, estuprada e abandonada em rua de Campo Grande

Amigos de Camila Ferreira, mulher transexual, de 54 anos, que foi sequestrada, estuprada e depois abandonada em uma rua de Campo Grande com lesões pelo corpo, protestaram na tarde desta sexta-feira (2). Os manifestantes pediram por justiça, paz, respeito e externaram apoio à vítima.
Cerca de 15 carros saíram em carreata e no final, 30 manifestantes se reuniram na praça Ary Coelho, no centro da capital. A advogada de Camila, Adriane Cardoso, discursou no ato em prol do direito à vida para todos, inclusive pela comunidade LGBTQIA+.
Amigos protestam após Mulher trans ser sequestrada, estuprada e abandonada em rua de Campo Grande — Foto: Ludi Cianci/TV Morena
Ainda de acordo com advogada, Camila segue internada em um hospital de Campo Grande e nessa sexta-feira (2) passou pelo segundo procedimento cirúrgico, em decorrência das agressões que sofreu. Ela apresentou um quadro de infecção e seu estado de saúde é considerado estável. Uma "vakinha virtual" foi feita para ajudá-la.
Investigação
O crime que aconteceu no dia 18 de junho, está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) da capital como crime de LGBTfobia.
A vítima foi sequestrada por dois homens no bairro Vila Sobrinho, na capital, e levada para uma residência, onde ocorreu o estupro. Após ser abandonada na rua com vários ferimentos, a mulher precisou passar por cirurgia devido a complicações decorrentes da violência sexual sofrida.
Conforme a ocorrência, logo após o crime, Camila precisou passar por uma cirurgia às pressas. Devido aos ferimentos, precisará colocar uma bolsa de colostomia. A investigação segue em sigilo.
A Deam informou que o caso segue em investigação como crime de LGBTfobia, termo utilizado para compreender as violências cometidas contra a população LGBTQIA+. O caso foi registrado como sequestro, estupro coletivo (praticado por duas ou mais pessoas), injúria racial e lesão corporal dolosa.
Junho é conhecido como 'mês do orgulho' para a comunidade gay e, conforme a delegacia, essas atrocidades são verdadeiros crimes de ódio, praticados contra essa população, motivados pela sua orientação sexual e/ou identidade de gênero.



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